21 de julho de 2026

Curva de juros invertida faz Tesouro IPCA+ de curto prazo render mais que títulos longos

Fonte: Exame

Os títulos públicos indexados ao IPCA passaram por uma inversão incomum: papéis com vencimento mais próximo estão oferecendo taxas reais superiores às dos prazos longos. Em 20 de julho, por exemplo, o Tesouro IPCA+ 2032 pagava IPCA mais 8,18% ao ano, enquanto o IPCA+ 2050 oferecia cerca de 7,25%. A leitura do mercado é que a Selic ainda está elevada no curto prazo, mas há expectativa de cortes futuros, o que faz o prêmio cair nos vencimentos mais longos.

Especialistas alertam que a maior taxa na ponta curta não torna automaticamente esse título a melhor escolha. A decisão deve considerar objetivo financeiro, risco de marcação a mercado, reinvestimento e risco fiscal. Para investidores que negociam antes do vencimento a maior remuneração pode significar oportunidade se os juros caírem; para quem pretende carregar até o vencimento, o horizonte do objetivo é o fator chave. Felipe Castello Branco, da Blackbird Investimentos, ressalta a importância de compras graduais e preparo para volatilidade, sobretudo nos papéis de maior duration.