17 de julho de 2026

Planejamento tributário passa a ditar estratégias de family offices após reforma

Fonte: NeoFeed

A reforma tributária tornou o planejamento fiscal o elemento central das estratégias dos family offices brasileiros, deslocando a seleção de ativos para etapas finais do processo. Escritórios como a Reach Capital ampliaram o leque de soluções, passando a combinar perfis de risco com seis perfis tributários e criando até 30 carteiras adaptadas a diferentes situações fiscais; a casa atende clientes a partir de R$ 10 milhões e tem cerca de R$ 1,7 bilhão em wealth management. Segundo Thiago Picanço, sócio e head da área, uma abordagem tributária eficiente pode acrescentar entre 1% e 2% ao retorno anual dos investimentos.

As mudanças legais impulsionaram a alteração: em 2023 foram reguladas a tributação de offshores e fundos no exterior e, em 2026, entrou em vigor a retenção de 10% na fonte para dividendos mensais acima de R$ 50 mil, além do novo IRPFM para rendimentos entre R$ 600 mil e R$ 1,2 milhão. Especialistas alertam para a complexidade das soluções, que variam conforme origem e forma de recebimento dos recursos; Blackbird e outros gestores preferem ajustes graduais nas carteiras para evitar medidas precipitados. A perspectiva é de family offices mais atuantes na coordenação societária e sucessória, com atenção a possíveis novas tributações sobre ativos hoje isentos e reajustes de impostos estaduais como o ITCMD.

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