22 de junho de 2026

Gestão de patrimônio se torna mais estratégica com foco em tributação e sucessão

Fonte: Valor Econômico

O mercado de wealth management muda de foco em 2026, deixando de priorizar apenas o acesso a produtos e retornos para concentrar-se em organizar, proteger e perpetuar o patrimônio dos clientes. O gestor assume papel de arquiteto patrimonial, integrando alocação de ativos, planejamento tributário, sucessão familiar e estruturação jurídica. Avanços em inteligência de dados e a consolidação via open finance permitem mapear portfólios com maior precisão, identificar sobreposições e lacunas de proteção e encontrar oportunidades de otimização fiscal.

Mudanças regulatórias recentes, em especial a promulgação da LC 227/2026 que altera regras do ITCMD, obrigam a revisão de holdings familiares e de estratégias sucessórias, diante de alíquotas e critérios estaduais diversos. Isso torna necessária a avaliação do passivo tributário potencial, o custo-benefício entre doação e transmissão causa mortis e a integração das decisões com o regime de bens e objetivos de longo prazo. A demanda por transparência e modelos fee based cresce, favorecendo gestores alinhados a remuneração clara e a soluções personalizadas. Sharon Halpern, sócia e private banker da Blackbird Investimentos, assina o artigo.

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