25 de março de 2026

Queda prevista da Selic em 2026 estimula realocações na renda fixa e pressão sobre spreads

A perspectiva de cortes na taxa Selic ao longo de 2026 tem levado gestores e investidores a rever a composição dos portfólios de renda fixa, com impactos diretos sobre títulos prefixados, atrelados à inflação e pós-fixados ao CDI. Com um estoque de aplicações em renda fixa de R$ 6,43 trilhões em 2025 na B3, a redução de juros tende a reduzir a atratividade de papéis vinculados à Selic e a estimular buscas por indexadores que preservem rendimento real, além de abrir espaço para migração de recursos para a renda variável após forte desempenho da bolsa em 2025.

Entre as consequências esperadas estão compressão de spreads no crédito privado, menor volume de novas emissões — já antecipadas por empresas em 2025 — e maior pressão sobre fundos que compram papéis de baixíssimo risco, inclusive de infraestrutura. Fundos de direitos creditórios (FIDC) seguem atraentes quando oferecem prêmio adequado, enquanto gestores como Blackbird Investimentos destacam que títulos pós-fixados ao CDI devem manter competitividade no curto prazo. A combinação de menor oferta e demanda persistente por crédito deve segurar retornos relativos, mesmo com a Selic em queda.